sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desejos, não de Victor Hugo, mas meus

http://www.eskideletras.blogspot.com.br/2011/12/victor-hugo-1802-1885.html


ENTÃO...
Desejo que tenhas braços firmes para que possas segurar quem não quer partir.
Desejo que tenhas filhos, poucos, e que neles coloques nomes elegantes, como Olívia, Maria, Alice ou Flávio.
Desejo que consigas rezar sempre que quiseres, e que, rezando, sintas conforto.
Desejo que escrevas, muito, e que seja esta tua única maneira de mentir - posto que escritores e verdade não se dão bem.
Desejo que encontres moedas e notas na rua ou esquecidas por ti, para pensares que ganhar dinheiro é melhor que ser pago.
Desejo que consigas ler quase tudo que quiseres, mas que sempre te sobre algo para ser lido depois e relido depois.
Desejo que leias poesia, nem muita, nem pouca, para não entender do que é feita a alma ou do que é feito o sonho.
Desejo que sejas pessoa prática quando a praticidade for mais necessária - para que, nos demais momentos, saibas agir loucamente, impensadamente, imprevisivelmente.
Desejo que consigas encher tua vida com o máximo de música possível, e que nos momentos que restarem reconheças o valor sem par do silëncio.
Desejo que possas caminhar sempre, e que, caminhando, deixes tuas preocupações tolas pelo caminho.
Desejo que ames sem limites, sem medo, sem razão, sem fim - e que em retorno recebas amor também.
Desejo que envelheças devagar enquanto reconheces a brevidade da vida e exerces o dom da juventude.
Desejo, por fim, que haja em ti sinceridade e honestidade quando te dirigires a ti - pois é franca a natureza, e ela há de te lembrar disso muitas vezes.
E, se isso tudo acontecer... adivinhe...

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