sexta-feira, 11 de junho de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Para pensar
Aquele somente sabe que anda longe
e que muito experimentou;
a motivação de cada homem
que possui senso comum.
- Eddas Poéticas, a Balada do Supremo.
e que muito experimentou;
a motivação de cada homem
que possui senso comum.
- Eddas Poéticas, a Balada do Supremo.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Amnemônica
Escrevi meu nome em um pedaço de papel para não esquecer. Tolo! Esqueci onde deixei o papel.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A Ditadura do Pão
Quem acorda cedo e toma café quente não imagina o quão cancerígeno este hábito soa para o esôfago comprido. Quem toma café fumegante e enche a cara de pão entope o sangue com umas espéculas de sei-lá-o-quê que fazem mal para os cromossomos da biologia humana.
Quem corre para pegar um ônibus que nunca sai no horário não sabe o quão extenuante este hábito dói nos tendões brancos e duros. Quem se estica sobre as calçadas não sabe que aquele motorista corno daquela empresa folgada é um homem que bebe café quente e enche a cara de pão quando acorda cedo.
Quem se enfia na lotação como um vírus na veia não sabe o quão nojento este hábito parece para a pele mal-curtida nos lençóis de segunda mão. Quem se embrenha entre as carcaças penduradas nas traves de ônibus como carne no abatedouro morre de medo da gripe A que dá entrevistas na mídia.
Quem se fecha na baia do emprego não sabe o quão triste este hábito constará para a hora da morte. Quem envelhece as juntas na frente do monitor e do patrão vai perdendo braços e articulações até virar uma pasta quadrada cuja cama é um fichário federal.
Quem se cala diante da rotina depois da hora do almoço não sabe o quão tolo parece este hábito para quem escreve o noticiário do jornal. Quem vira bicho inferior aos olhos de quem pagou pelo relógio é um montante de especulações de mercado, gastos do governo, investimento do patrão e contas a pagar.
Quem se vai depois do boa tarde não sabe, parece que esquece, o quão opressiva parece a vida deste lado do túmulo. Quem chega em casa com ossos dormentes (dormem os ossos?) não sabe como é opressora essa ditadura do pão. Quem faz isso chega em casa, espicha os nervos, bebe café frio, raspa o sal da testa e enche, enche a cara de pão.
Quem corre para pegar um ônibus que nunca sai no horário não sabe o quão extenuante este hábito dói nos tendões brancos e duros. Quem se estica sobre as calçadas não sabe que aquele motorista corno daquela empresa folgada é um homem que bebe café quente e enche a cara de pão quando acorda cedo.
Quem se enfia na lotação como um vírus na veia não sabe o quão nojento este hábito parece para a pele mal-curtida nos lençóis de segunda mão. Quem se embrenha entre as carcaças penduradas nas traves de ônibus como carne no abatedouro morre de medo da gripe A que dá entrevistas na mídia.
Quem se fecha na baia do emprego não sabe o quão triste este hábito constará para a hora da morte. Quem envelhece as juntas na frente do monitor e do patrão vai perdendo braços e articulações até virar uma pasta quadrada cuja cama é um fichário federal.
Quem se cala diante da rotina depois da hora do almoço não sabe o quão tolo parece este hábito para quem escreve o noticiário do jornal. Quem vira bicho inferior aos olhos de quem pagou pelo relógio é um montante de especulações de mercado, gastos do governo, investimento do patrão e contas a pagar.
Quem se vai depois do boa tarde não sabe, parece que esquece, o quão opressiva parece a vida deste lado do túmulo. Quem chega em casa com ossos dormentes (dormem os ossos?) não sabe como é opressora essa ditadura do pão. Quem faz isso chega em casa, espicha os nervos, bebe café frio, raspa o sal da testa e enche, enche a cara de pão.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Mania de quê mesmo?
NÃO é de hoje que se vê exemplos de justiça no Brasil. Justiça capenga, na verdade. Imagino que por baixo daquela venda que tascaram na face dela não haja olhos fechados ou abertos, e sim órbitas vazias. Alas! Talvez no Brasil a justiça nunca tenha tido olhos para ver e a venda é mera vaidade, para nos privar de tão repugnante imagem.
Também não é de hoje que, durante os telejornais, escutemos notícias que nos remetem a fatos antigos, nos fazem lembrar de temas (e crimes) da nossa infância. Hoje, por exemplo, ouvi falar da soltura do menor de idade envolvido na mutilação do João Hélio, aquele menino de 6 anos arrastado do lado de fora de um carro três anos atrás. O então menor e mais três comparsas abordaram a mãe, roubaram o carro... mas não viram, despercebidos que estavam, uma criança pendurada do lado de fora.
Seis quilômetros depois e todo mundo sabe o que aconteceu. Como manda o ECA (estatuto da criança e do adolescente, que aliás tem uma sigla bem sugestiva) determina que um menor internado em instituições sociais para "recuperação" deve ser solto ao completar a maioridade.
Acho que a única coisa que ele recuperou de verdade enquanto passou um tempo internado sendo ameaçado de morte pelos coleguinhas infratores foi a fé na política brasileira, justa e igualitária: Ele e a família, às custas do Estado (id est, às custas de quem paga imposto), serão levados para outro estado e lá ele terá uma identidade nova e moradia porque estão sendo ameaçados de morte (assim como um número incontável de mulheres que apanham em casa, filhos de pais/mães bêbados, ex-mulheres, etc., muitos dos quais fazem pelo menos uma queixa nas delegacias antes de serem assassinados).
Creio que todos merecem uma segunda chance e que o governo dar proteção ao monstro rebatizável é uma boa alternativa para um recomeço. Não creio, também, que seja de todo mal apagar o passado na hora de redefinir o futuro (já que o que está feito jamais será desfeito). Mas achei uma atitude alienada, pra não dizer cega (pra não dizer burra) pelos seguintes motivos: O ex-assassino é uma das inúmeras pessoas que recebe ameaça de morte no país. Os que ameaçaram a ele e à mãe dele estavam presos com ele (perdão, internados com ele), enquanto aquele ex-marido covarde e imundo estava em plena liberdade até o dia em que entrou no salão da mulher e encheu ela de tiros à queima roupa (e depois fugiu, como bom covarde que é. Apodreça na prisão, lixo que não soube aproveitar a segunda chance).
Além disso, o ECA, as instituições para "recuperação"e o Código Penal Brasileiro estão tão aleijados e pobres quanto um trio de pedintes de porta de igreja (um cego, um surdo e outro mudo).
Leis fracas, policiais ineficientes, corruptos, insuficientes ou abandonados à própria sorte, falta de rigor na aplicação e cobrança da lei, advogados sem alma e sem mãe, criminosos ricos ou com cara de coitadinho, enfim. Se perguntassem minha opnião, aceitaria de bom grado que parte dos impostos que eu pago fosse destinada sim à reencarnação do monstrinho que arrastou o meninho por seis quilometrinhos (mas pediria para não debitarem dos mesmos impostos aquela verba para deputado que mora em Brasília viajar de avião pra Brasília. Nem pra panetone, não gosto muito de panetone). O ruim é que o governo vai dar casa e nome pra ele e vai deixar ele lá, virar as costas e só se preocupar se ele cometer outro crime (bolão, alguém?).
Educação começa em casa, se testa na rua e se vê refletida no governo, afinal, o exemplo vem de cima. Quanta gente mal-educada está por trás do ECA, das instituições e da trama penal do Brasil? Melhor não ser governado do que ser governado por gente incompetente.
Para os políticos, faltou levar palmada quando eram pequenos e roubavam os brinquedinhos dos irmãozinhos. Para quem defende o ECA como se o Código Penal fosse o Anticristo, aquele lugar-comum: Justiça é para todos. Quem comete crime de gente grande deve ser tratado como criança?
Mas para nós, meros mortais que colocamos a culpa de tudo em entidades abstratas (para as quais votamos de 4 em 4 anos) enquanto quebramos os espelhos, sobra o de sempre nessa época do ano...
CARNAVAL! AÊÊÊ!!!
Também não é de hoje que, durante os telejornais, escutemos notícias que nos remetem a fatos antigos, nos fazem lembrar de temas (e crimes) da nossa infância. Hoje, por exemplo, ouvi falar da soltura do menor de idade envolvido na mutilação do João Hélio, aquele menino de 6 anos arrastado do lado de fora de um carro três anos atrás. O então menor e mais três comparsas abordaram a mãe, roubaram o carro... mas não viram, despercebidos que estavam, uma criança pendurada do lado de fora.
Seis quilômetros depois e todo mundo sabe o que aconteceu. Como manda o ECA (estatuto da criança e do adolescente, que aliás tem uma sigla bem sugestiva) determina que um menor internado em instituições sociais para "recuperação" deve ser solto ao completar a maioridade.
Acho que a única coisa que ele recuperou de verdade enquanto passou um tempo internado sendo ameaçado de morte pelos coleguinhas infratores foi a fé na política brasileira, justa e igualitária: Ele e a família, às custas do Estado (id est, às custas de quem paga imposto), serão levados para outro estado e lá ele terá uma identidade nova e moradia porque estão sendo ameaçados de morte (assim como um número incontável de mulheres que apanham em casa, filhos de pais/mães bêbados, ex-mulheres, etc., muitos dos quais fazem pelo menos uma queixa nas delegacias antes de serem assassinados).
Creio que todos merecem uma segunda chance e que o governo dar proteção ao monstro rebatizável é uma boa alternativa para um recomeço. Não creio, também, que seja de todo mal apagar o passado na hora de redefinir o futuro (já que o que está feito jamais será desfeito). Mas achei uma atitude alienada, pra não dizer cega (pra não dizer burra) pelos seguintes motivos: O ex-assassino é uma das inúmeras pessoas que recebe ameaça de morte no país. Os que ameaçaram a ele e à mãe dele estavam presos com ele (perdão, internados com ele), enquanto aquele ex-marido covarde e imundo estava em plena liberdade até o dia em que entrou no salão da mulher e encheu ela de tiros à queima roupa (e depois fugiu, como bom covarde que é. Apodreça na prisão, lixo que não soube aproveitar a segunda chance).
Além disso, o ECA, as instituições para "recuperação"e o Código Penal Brasileiro estão tão aleijados e pobres quanto um trio de pedintes de porta de igreja (um cego, um surdo e outro mudo).
Leis fracas, policiais ineficientes, corruptos, insuficientes ou abandonados à própria sorte, falta de rigor na aplicação e cobrança da lei, advogados sem alma e sem mãe, criminosos ricos ou com cara de coitadinho, enfim. Se perguntassem minha opnião, aceitaria de bom grado que parte dos impostos que eu pago fosse destinada sim à reencarnação do monstrinho que arrastou o meninho por seis quilometrinhos (mas pediria para não debitarem dos mesmos impostos aquela verba para deputado que mora em Brasília viajar de avião pra Brasília. Nem pra panetone, não gosto muito de panetone). O ruim é que o governo vai dar casa e nome pra ele e vai deixar ele lá, virar as costas e só se preocupar se ele cometer outro crime (bolão, alguém?).
Educação começa em casa, se testa na rua e se vê refletida no governo, afinal, o exemplo vem de cima. Quanta gente mal-educada está por trás do ECA, das instituições e da trama penal do Brasil? Melhor não ser governado do que ser governado por gente incompetente.
Para os políticos, faltou levar palmada quando eram pequenos e roubavam os brinquedinhos dos irmãozinhos. Para quem defende o ECA como se o Código Penal fosse o Anticristo, aquele lugar-comum: Justiça é para todos. Quem comete crime de gente grande deve ser tratado como criança?
Mas para nós, meros mortais que colocamos a culpa de tudo em entidades abstratas (para as quais votamos de 4 em 4 anos) enquanto quebramos os espelhos, sobra o de sempre nessa época do ano...
CARNAVAL! AÊÊÊ!!!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Historiomaquia
A onda agora é o twitter! Quer me seguir?
Não tenho.
Terei?
Jamais haverá!





Detalhe pro local de onde veio o twitt (mega lol)

12:14 AM Martius 15, 44 a.C from Roma.ta.dominado
Brutus_s2Papai @JVLIOCESAR lol
12:16 AM Martius 15, 44 a.C from Roma.ta.dominado
*
NeeeeRO! Tedio hoje. Planos quentes xD
08:19 AM Julius 18, 64 d.C from Roma
NeeeeRO! @*CristaosdeRoma* A chapa de voces ta esquentando
09:25 AM Julius 18, 64 d.C from Roma
*
Romano @Bárbaro_VandaloDETONANDO!! Como ficou o jogo, maluco?
17:54 PM Augustus 12, 445 d.C from RomeNet
Bárbaro_VandaloDETONANDO!! @Romano Roma 0x2 Barbárie. Roma caiu mané XD
18:00 PM Augustus 12, 445 d.C from Gothic Wi-Fi
Romano @Bárbaro_VandaloDETONANDO!! ='/
18:03 PM Augustus 12, 445 d.C from RomeNet
Não tenho.
Terei?
Jamais haverá!





Detalhe pro local de onde veio o twitt (mega lol)

By eu mesmo:
CiCeRo @FORUMROMANUM Com quantos legionários se troca uma lâmpada?
13:56 AM Janus 12, 52 a.C from Senado Wi-fi
CiCeRo @FORUMROMANUM Um gaulês, um visigodo e um lusitano roubaram um banco...
15:24 AM Maius 10, 52 a.C from Senado Wi-fi
*
JVLIOCESAR @Brutus_s2Papai Ate tu meu filho?
13:56 AM Janus 12, 52 a.C from Senado Wi-fi
CiCeRo @FORUMROMANUM Um gaulês, um visigodo e um lusitano roubaram um banco...
15:24 AM Maius 10, 52 a.C from Senado Wi-fi
*
JVLIOCESAR @Brutus_s2Papai Ate tu meu filho?
Brutus_s2Papai @JVLIOCESAR lol
12:16 AM Martius 15, 44 a.C from Roma.ta.dominado
*
NeeeeRO! Tedio hoje. Planos quentes xD
08:19 AM Julius 18, 64 d.C from Roma
NeeeeRO! @*CristaosdeRoma* A chapa de voces ta esquentando
09:25 AM Julius 18, 64 d.C from Roma
*
Romano @Bárbaro_VandaloDETONANDO!! Como ficou o jogo, maluco?
17:54 PM Augustus 12, 445 d.C from RomeNet
Bárbaro_VandaloDETONANDO!! @Romano Roma 0x2 Barbárie. Roma caiu mané XD
18:00 PM Augustus 12, 445 d.C from Gothic Wi-Fi
Romano @Bárbaro_VandaloDETONANDO!! ='/
18:03 PM Augustus 12, 445 d.C from RomeNet
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Pensamentos do dia
Primeiro post do ano, pensamentos. Um meu, um de sabe-se lá quem.
"The fool is agape | when he comes to the feast,
He stammers or else is still;
But soon if he gets | a drink is it seen
What the mind of the man is like."
- Eddas Poéticas, Canto do Supremo. "Mas assim que ele bebe, percebe-se como é a mente do homem". Ah, natureza humana. E sempre parece um mistério! (sarcasmo on)
E o bônus:
Muitas vezes voce pode se deparar com um texto e dizer para si mesmo "como eu queria ter escrito isso!". Não se perturbe. O autor desse mesmo texto provavelmente diz para si mesmo "como eu queria poder ler isso!". Ócios do ofício.
"The fool is agape | when he comes to the feast,
He stammers or else is still;
But soon if he gets | a drink is it seen
What the mind of the man is like."
- Eddas Poéticas, Canto do Supremo. "Mas assim que ele bebe, percebe-se como é a mente do homem". Ah, natureza humana. E sempre parece um mistério! (sarcasmo on)
E o bônus:
Muitas vezes voce pode se deparar com um texto e dizer para si mesmo "como eu queria ter escrito isso!". Não se perturbe. O autor desse mesmo texto provavelmente diz para si mesmo "como eu queria poder ler isso!". Ócios do ofício.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2009 já se vai... um brinde!... ao sarcasmo.
Bem, meu amado blog, feliz ano novo para voce. Queiram os Deuses que eu possa fazer outro brinde a voce em 2010.
Como eu adoro ser o que sou, ainda que eu seja humano (vai dizer que não é melhor ser um cachorro ou um gato ou um pardal?), é bem hora de criar vergonha na cara e mostrar um pouco de ingratidão.
Além disso, já faz tempo que não manifesto meu pessimismo. Em parte é porque vivo querendo, praticamente ordenando sutilmente, que todos ao meu redor pensem positivo. E é bom que estejam pensando mesmo.
Meu leitor ideal é cruel e me odeia. Isso me faz escrever coisas que não me deixam em xeque. Mas dane-se (sorrindo), afinal o que está inundando minhas veias nesse momento não é a comoção caridosa do ano-novo, mas uma imensa quantidade de sarcasmo e adrenalina degradada, o que resulta em quê?
SECURA IRÔNICA
Como não bebo, só me resta escrever. Porre de escrita é pior que porre de cuba com Velho Barreiro. Mesmo hoje, que é dia de cidra (alguém fica bêbado com cidra, pergunto-me) não estou procurando nada no álcool. Primeiro porque sou daquelas pessoas caretas epicuristas que preferem viver a vida lucidamente em cada momento (aquelas mesmas que quando bebem transformam-se completamente) e também porque sou do tipo que enche um texto com interrupções (entre parênteses). O que me leva a escrever, contudo, não é a SECURA IRÔNICA, ela corre paralela. O que me leva a digitar algo a essa hora em um blog (ainda) pouco lido é a vontade de fazer um brinde à ingratidão que faz parte do ser humano, ignorar está fora de questão.
Assim sendo, o que talvez não seja ingratidão mostra-se mais como um desabafo pessimístico das coisas que, somadas a algumas coisas alegres, resultam no que chamamos popularmente de "vida".
UM BRINDE, POIS!
Aos ônibus que atrasam e aos que saem mais cedo;
Aos clientes que não andam com troco e jogam pragas em voce e sua carreira;
Aos cidadãos que confessam que adorariam a corrupção se pudessem praticá-la;
Aos casais românticos que exprimem seu amor entre os solteiros encalhados;
Aos solteiros encalhados que exprimem seu mau-humor entre os casais românticos;
Aos joinvilleses que são tão (SUPRESSED) bairristas
Aos catarinenses que são tão (XXX) trabalhadores
Aos brasileiros que são tão (estrelinha) alegres
Aos estudantes de Letras
Aos paulistas ingratos que criticam Joinville SC
Aos pagãos que se preocupam mais com feitiços do que em viver
Aos cristãos que parecem bem cristãos
Aos professores que (não merecem que eu comente nada porque um dia vou ser um professor também).
Aos jornalistas, dos quais tentarei me abster formalmente, a começar por esta linha aqui onde a pedra fundamental do meu texto está cravada com muita amargura enraivecida.
Mas sobretudo um brinde a nós, seres humanos, bichos lunáticos que estão destruindo tudo: ambiente equilibrado, instituições sociais, relações, pessoas, conceitos. Um brinde a nós, que não fazemos quase nada certo.
A nós, que nascemos insanos.
E que os Deuses nos abençoem! E nos protejam de nós mesmos!
Feliz ano novo. Feliz 2010. Boa sorte, 2010.
Como eu adoro ser o que sou, ainda que eu seja humano (vai dizer que não é melhor ser um cachorro ou um gato ou um pardal?), é bem hora de criar vergonha na cara e mostrar um pouco de ingratidão.
Além disso, já faz tempo que não manifesto meu pessimismo. Em parte é porque vivo querendo, praticamente ordenando sutilmente, que todos ao meu redor pensem positivo. E é bom que estejam pensando mesmo.
Meu leitor ideal é cruel e me odeia. Isso me faz escrever coisas que não me deixam em xeque. Mas dane-se (sorrindo), afinal o que está inundando minhas veias nesse momento não é a comoção caridosa do ano-novo, mas uma imensa quantidade de sarcasmo e adrenalina degradada, o que resulta em quê?
SECURA IRÔNICA
Como não bebo, só me resta escrever. Porre de escrita é pior que porre de cuba com Velho Barreiro. Mesmo hoje, que é dia de cidra (alguém fica bêbado com cidra, pergunto-me) não estou procurando nada no álcool. Primeiro porque sou daquelas pessoas caretas epicuristas que preferem viver a vida lucidamente em cada momento (aquelas mesmas que quando bebem transformam-se completamente) e também porque sou do tipo que enche um texto com interrupções (entre parênteses). O que me leva a escrever, contudo, não é a SECURA IRÔNICA, ela corre paralela. O que me leva a digitar algo a essa hora em um blog (ainda) pouco lido é a vontade de fazer um brinde à ingratidão que faz parte do ser humano, ignorar está fora de questão.
Assim sendo, o que talvez não seja ingratidão mostra-se mais como um desabafo pessimístico das coisas que, somadas a algumas coisas alegres, resultam no que chamamos popularmente de "vida".
UM BRINDE, POIS!
Aos ônibus que atrasam e aos que saem mais cedo;
Aos clientes que não andam com troco e jogam pragas em voce e sua carreira;
Aos cidadãos que confessam que adorariam a corrupção se pudessem praticá-la;
Aos casais românticos que exprimem seu amor entre os solteiros encalhados;
Aos solteiros encalhados que exprimem seu mau-humor entre os casais românticos;
Aos joinvilleses que são tão (SUPRESSED) bairristas
Aos catarinenses que são tão (XXX) trabalhadores
Aos brasileiros que são tão (estrelinha) alegres
Aos estudantes de Letras
Aos paulistas ingratos que criticam Joinville SC
Aos pagãos que se preocupam mais com feitiços do que em viver
Aos cristãos que parecem bem cristãos
Aos professores que (não merecem que eu comente nada porque um dia vou ser um professor também).
Aos jornalistas, dos quais tentarei me abster formalmente, a começar por esta linha aqui onde a pedra fundamental do meu texto está cravada com muita amargura enraivecida.
Mas sobretudo um brinde a nós, seres humanos, bichos lunáticos que estão destruindo tudo: ambiente equilibrado, instituições sociais, relações, pessoas, conceitos. Um brinde a nós, que não fazemos quase nada certo.
A nós, que nascemos insanos.
E que os Deuses nos abençoem! E nos protejam de nós mesmos!
Feliz ano novo. Feliz 2010. Boa sorte, 2010.
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